Peru, um destino mágico (parte 1)

Entre lhamas, muitas variedades de milho de milho, chicha morada e muitas cores, tendo como plano de fundo a belíssima Cordilheira dos Andes, o Peru é uma viagem inesquecível. Visitar o país andino é como entrar em uma passagem mágica que permite reviver um pouco da América pré-colombiana.

Destinos como Cusco, Machu Picchu e as cidades do Vale Sagrado atraem milhares de turistas todos os anos, que se encantam com a beleza, as histórias e os costumes deste país tão especial.

Atendendo ao pedido da Patrícia Santos, que acompanha estas histórias desde o Look Melissa e vai viajar para o Peru em breve, estou revivendo as principais dicas deste destino. O texto original e as fotos são de 2013.

Quando ir?

A melhor época para conhecer Machu Picchu é entre maio e setembro, período seco. No verão as chuvas são fortes e causam alagamentos.
No dia 24 de junho ocorre o Inti Raymi, a tradicional festa do solstício de inverno que reúne moradores e turistas em uma celebração repleta de significados.

Passaporte e vacinas:

Não é necessário passaporte para visitar o Peru, basta o RG, também não há vacinas obrigatórias. Caso você também vá para a Bolívia há algumas vacinas, vale pesquisar.
Lembrando que o RG deve ser atual e não pode estar plastificado. Carteira de motorista e outros documentos não são válidos.

Moeda:

No Peru a moeda são os Nuevos Soles, que na época da minha viagem. Você vai usar a moeda local para comprar artesanato e para comer. Hotéis, trens e tickets geralmente são pagos em dólar.
Em Cusco é possível fazer o câmbio de reais e dólares. Os valores variam muito, então vale a pena caminhar bastante até achar o melhor preço. Em alguns hotéis também é possível trocar dinheiro. Tome cuidado com notas rasgadas!
Não há necessidade de fazer o câmbio no Brasil.

Viajar por conta ou contratar uma agência?

Eu organizei a viagem com um mês de antecedência pois havia conseguido passagens com bom preço. Promoções para este destino são comuns portanto, se você sonha em conhecer Machu Picchu, comece a monitorar valores.

Comprar pacotes em agências brasileiras pode sair um pouco caro e no Peru tudo é negociável, então decidi reservar hotel pelo Booking para os primeiros dias em Cusco.

A cidade recebe turistas do mundo inteiro e não é difícil conseguir pacotes e guias dando uma volta pela Plaza de Armas. Há guias em português. Em 2013, fechei um pacote para o Vale Sagrado + Machu Picchu por US$330 (ingresso Vale Sagrado + almoço + trem ida e volta para Águas Calientes + hotel em Águas Calientes + ingresso Machu Picchu + guias + traslados) .No Peru tudo é negociável e se você pretende viajar para lá, aceite que terá que reservar um tempo para conversar e discutir valores.

Se você se sente mais segura viajando com tudo organizado por uma agência brasileira, não encontrará dificuldade em encontrar bons pacotes.

Prós e contras de contratar uma agência antes de viajar:

Prós:
• A agência mandou um táxi me buscar no aeroporto, quando cheguei ao hotel, eles já me esperavam com todos os tickets e explicações necessárias;
• Eles me ajudaram a organizar a viagem de forma a aproveitar melhor o tempo, também deram ótimas dicas de restaurantes (muito melhores que os blogs que li);
• Fiquei com o telefone da agência e sempre que tive dúvidas/problemas, eles me atenderam prontamente;
• Não precisei me estressar com a burocracia compra dos ingressos para Machu Picchu;
• Os tours saíram no horário e os guias tinham profundo conhecimento sobre a história de seus antepassados;
• Além dos passeios comuns, visitamos algumas aldeias onde o artesanato era muito mais barato que na cidade, também aprendemos a reconhecer falsificações da lã de alpaca e da prata, muito comuns na região;
• A agência ajudou com imprevistos. Quando eu voltava de trem de Águas Calientes (povoado de Machu Picchu), houve um acidente e a minha chegada prevista para 22h atrasou para 1h. Quando cheguei havia uma van me esperando para levar a Cusco, muita gente que viajava por conta teve problemas pois naquele horário não havia mais transporte.

Contras:
• Ao caminhar pela Plaza de Armas em Cusco você vai encontrar dezenas de pacotes mais baratos e vai se achar meio boba por ter pago mais caro;
• Com boa vontade, tempo e muita paciência é possível organizar tudo pela internet. Como me faltava o tempo, paguei um valor mais alto.

Mal de altitude:

O mal de altitude ou soroche pode causar náuseas, dores de cabeça, tonturas e falta de ar. Como Cusco fica a 3400m de altitude, é possível sentir uma diferença no primeiro dia, mas acho que o soroche é supervalorizado por questões comerciais. Ao chegar ao aeroporto você já encontra publicidade das Sorojchi Pills (que são uma mistura de aspirina e cafeína), as farmácias vendem inaladores de oxigênio (caros) e todos os lugares oferecem algum produto com coca. O mais comum é o chá, que é oferecido gratuitamente pelos hotéis e não dá loucurinha 😛
É preciso ter cuidado com o chá e outros produtos à base coca para não exagerar na cafeína.

Algumas dicas para evitar os sintomas do mal de altitude:
• Não beba álcool no primeiro dia;
• Hidrate-se, o lugar é muito seco e a falta de água só piora a situação;
• A recomendação que recebi é de subir no máximo 300m ao dia (o local mais alto na região de Cusco tem 3700m, Machu Picchu fica a 2400m);
• Respeite seus limites, caminhe devagar e evite alimentos pesados.

Como negociar:

• Converse com a agência, o hotel ou o guia para saber qual o valor razoável das coisas;
• O artesanato é mais barato em feirinhas próximas ao Mercado Público do que na famosa Avenida Sol;
• Cuidado com as falsificações;
• Saber agradecer e dispensar ambulantes é sempre útil. Em espanhol: “No, gracias”;
• Para tirar fotos das pessoas e das lhamas eles pedem “propina“, ou seja, cobram. Vi algumas pessoas perguntando quanto custava antes de fotografar e eles abusavam pedindo 10, 20 soles (veja bem, o táxi custa 3). Meu truque foi tirar a foto e depois ofertar a tal propina, geralmente algo até 5 soles. Ninguém reclamou 😛

City tour por Cusco

A capital Inca foi um dos locais mais importantes da América Latina pré-colombina. A cidade era tão relevante que há trilhas de várias partes do continente (inclusive do Brasil) levando a Cusco.

Embora o ponto alto de uma viagem ao Peru seja Machu Picchu, vale a pena explorar as redondezas e curtir cada pedacinho da viagem.

Várias empresas organizam o City Tour por Cusco e arredores, eu contratei com a mesma empresa que fez o pacote para o Vale Sagrado e Machu Picchu. O passeio começa por volta das 13h e termina no final do dia. No tour, visitei a Catedral da Plaza de Armas, o templo Qorikancha (também chamado de Convento de Santo Domingo del Cusco), os sítios arqueológicos de Saqsayhuamán, Qénqo e Tambomanchay.

Basília Central

Sabe quando você pede informação e lhe respondem “vire à esquerda ao lado da Igreja”?. Em Cusco este não será um bom ponto de referência, pois o centro histórico abriga 10 delas, algumas edificadas sobre construções incas.

Eu visitei apenas duas, uma delas foi a Basílica Central que fica na Plaza de Armas. A entrada da Igreja não está incluída no Boleto Turístico (nenhuma construção Católica está). É possível comprar o ingresso na porta lateral. Aos domingos há uma missa realizada em quéchua e nesta ocasião a entrada é gratuita.

A visita vale a pena: a Basílica guarda muito ouro, prata e obras de arte interessantíssimas, com pequenas “intervenções” dos artistas que incluíam deuses incas entre as obras católicas. Destaque especial para a Santa Ceia onde Judas tem o rosto de Francisco Pizarro, o conquistador espanhol, e para o Jesus negro (Señor de los Temblores) que já foi branco e protege a cidade dos terremotos.

É fundamental fazer este passeio com um guia, senão muitos detalhes irão se perder. Não é permitido fotografar ou filmar lá dentro.

Saqsayhuamán

Talvez seja porque primeiro sítio arqueológico a gente nunca esquece, mas Saqsayhuamán tem uma energia especial. Trata-se de um imenso templo ao ar livre onde os índios realizavam – e ainda realizam – o Inti Raymi, a festa do solstício de inverno.

Com uma visão panorâmica de Cusco e lhamas pastando. A visita está incluída no boleto turístico 🙂e renderá muitas histórias.

Esta visita está incluída no boleto turístico 🙂

Parte 2

Como este post está imenso, a segunda parte traz um pouco sobre o Vale Sagrado dos Incas e Machu Picchu. Clique aqui e leia a parte 2.

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